O que este site é
Este site é, em primeiro lugar, um simulador gratuito do Imposto Único de Circulação para veículos matriculados em Portugal — ligeiros de passageiros, motociclos, triciclos, quadriciclos, embarcações de recreio e aeronaves. Ao lado do simulador vive um conjunto de guias, artigos e perguntas frequentes que existem por uma única razão: ajudar quem chega aqui com uma dúvida concreta a sair com essa dúvida resolvida.
Não há registo, não há subscrição, não há email obrigatório. O simulador funciona no próprio browser do visitante e o resultado aparece à medida que os campos são preenchidos.
Porque é que existe
O IUC não é um valor fixo. Depende do ano da primeira matrícula, da cilindrada, do combustível, das emissões de CO₂, da norma de homologação usada (NEDC ou WLTP), de se o veículo é importado e de onde veio. Uma diferença de um mês na data de matrícula pode mudar o valor em dezenas de euros. E, ao contrário do que acontece com outros impostos, a Autoridade Tributária não envia uma nota de cobrança — cabe ao proprietário perceber o que deve e quando.
Nesse cenário, um simulador de confiança não é um luxo: é a diferença entre planear com calma e descobrir o valor por surpresa. Este site existe para dar às pessoas essa possibilidade.
Como o cálculo é construído
O motor de cálculo aplica as tabelas e as fórmulas que constam do Código do Imposto Único de Circulação e do Orçamento do Estado em vigor. Concretamente, trata cada uma destas componentes de forma independente, antes de as combinar:
- Categoria A vs. Categoria B — a distinção entre veículos matriculados antes ou depois de 1 de julho de 2007, que muda por completo a fórmula aplicável.
- Componente cilindrada — por escalão de cilindrada, com valores diferentes para a Categoria A e a Categoria B.
- Componente CO₂ — com limiares distintos para a norma NEDC e para a norma WLTP. Isto é especialmente importante, porque aplicar por engano os limiares de uma norma a um valor da outra é um dos erros mais comuns no cálculo de IUC.
- Coeficiente do ano de matrícula — que multiplica a soma das componentes anteriores.
- Adicional de CO₂ elevado — aplicável apenas a matrículas a partir de 2017 e apenas nos escalões mais altos.
- Adicional de gasóleo — escalonado por cilindrada, somado depois do coeficiente do ano.
- Regra da data efetiva — que distingue veículos importados de países da UE/EEE (conta a data original) de veículos importados de fora da UE/EEE (conta a data da matrícula portuguesa).
- Regra do mínimo de cobrança — abaixo de 10 € o Estado não cobra IUC, e o simulador sinaliza isso em vez de mostrar um valor que não seria efetivamente pago.
Como verificamos o que publicamos
Antes de colocar o simulador online, o motor de cálculo foi testado contra seis exemplos de cálculo publicados por fontes oficiais e especializadas em fiscalidade automóvel. Os valores coincidiram ao cêntimo. Se reescrevermos o motor no futuro, o mesmo conjunto de exemplos é usado como teste de regressão — se algum deixar de bater certo, a versão não é publicada.
Além disso, todos os números que aparecem nos artigos deste site — a tabela de exemplos, a tabela de isenções, o calendário de pagamento 2027/2028 — foram gerados pelo mesmo motor de cálculo da ferramenta. Não são escritos à mão. Isso elimina a possibilidade de a calculadora dar um valor e o artigo ao lado dizer outro.
Princípios editoriais
Não inventamos números. Se uma situação não está prevista no simulador, dizemos isso em vez de arriscar um valor aproximado.
Não fingimos credenciais. Não atribuímos o site a um autor fictício nem simulamos uma revisão que não aconteceu.
Citamos a lei. Cada afirmação fiscal relevante pode ser verificada no Código do IUC ou na lei do Orçamento do Estado em vigor.
Não substituímos as Finanças. O simulador ajuda a planear e a conferir — o valor definitivo é sempre o emitido pela Autoridade Tributária.
O que este site não faz
Ser transparente sobre os limites também faz parte do trabalho. Este site não calcula:
- Categorias C e D do IUC — veículos de mercadorias e de uso misto, que seguem tabelas próprias por peso bruto e número de eixos. Preferimos dizer isto em vez de inventar um valor.
- Elétricos matriculados antes de julho de 2007 — um caso raro, tributado por voltagem e não por cilindrada. O simulador mostra uma mensagem a indicar que o valor deve ser confirmado junto da Autoridade Tributária.
- Isenções específicas que dependem de pedido formal — como as de pessoas com deficiência igual ou superior a 60 %, IPSS ou corpos de bombeiros. O simulador calcula o valor da tabela geral; a isenção tem de ser requerida junto das Finanças.
Em qualquer destes casos, a resposta certa é a mesma: consultar diretamente as tabelas oficiais no Portal das Finanças.
Sobre a autoria
Este site não atribui os seus conteúdos a um autor ou revisor fictício. Quando existir um nome real associado à revisão fiscal do projeto, será publicado aqui de forma explícita — com credenciais verificáveis — em vez de ser inventado para efeitos de aparência.
Como contactar
Se encontrar um erro no simulador, uma imprecisão num artigo, ou tiver uma sugestão sobre o que poderia ser melhor explicado, queremos saber. Os erros que mais nos interessam são os concretos: um veículo cujo valor o simulador dá diferente do que as Finanças emitiram, uma tabela que parece desatualizada, um caso que não está previsto.
Para isso, o melhor caminho é a página de contacto. Responder com cuidado a um caso concreto é mais útil do que qualquer formulário genérico.
Tem um caso concreto, um erro a reportar ou uma sugestão?
Ir para a página de contactoFontes usadas na construção do simulador e dos conteúdos
- Código do Imposto Único de Circulação — Portal das Finanças (info.portaldasfinancas.gov.pt).
- Lei n.º 73‑A/2025 — Orçamento do Estado para 2026, Artigo 94.º.
- Exemplos de cálculo publicados por fontes oficiais e por publicações especializadas em fiscalidade automóvel, usados como testes de regressão do motor de cálculo.
- Documento Único Automóvel (DUA) — definição dos campos I, P.1, P.3, V.7 e Z.3 usados pelo simulador.